Win-Win Traduções https://win-win.net.br/blog/ Democratizando o acesso à tradução humana e profissional Mon, 25 Oct 2021 12:58:18 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://win-win.net.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/cropped-favicon_girl-32x32.png Win-Win Traduções https://win-win.net.br/blog/ 32 32 5 Dicas para superar a tela em branco! https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/5-dicas-para-superar-a-tela-em-branco/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/5-dicas-para-superar-a-tela-em-branco/#respond Fri, 22 Oct 2021 16:27:14 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=829 Quem nunca passou por longos momentos olhando para a tela em branco do editor de texto com o cursor piscando? Pode ser uma situação muito intimidadora! Comportamentos comuns no momento de escrever incluem a relutância, a distração, a procrastinação, o medo da crítica, o perfeccionismo… Tudo isso fazendo aumentar a ansiedade em frente à tela […]

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Quem nunca passou por longos momentos olhando para a tela em branco do editor de texto com o cursor piscando? Pode ser uma situação muito intimidadora! Comportamentos comuns no momento de escrever incluem a relutância, a distração, a procrastinação, o medo da crítica, o perfeccionismo… Tudo isso fazendo aumentar a ansiedade em frente à tela em branco. Hoje vamos dar algumas dicas para superar essa ansiedade, começar a escrever e desenvolver a disciplina necessária para continuar escrevendo.

1- Comece pela parte do projeto/artigo que você acha mais fácil!

Platão já dizia “O começo é a metade do todo.” Só de começar, mesmo que seja pelo título, os autores e os subtítulos das sessões do artigo, já dá até um ânimo a mais! Daí é só começar pela parte que para você é a mais fácil. A maioria gosta de começar pelos Métodos, já que é algo que não vai mudar muito do início ao fim do processo. A partir daí, o “bloqueio do escritor” pode ir ficando para trás… Você pode se sentir mais estimulado a continuar. Pelo menos a tela já não está mais em branco!

2- Estabeleça metas diárias! (objetivos pequenos e concretos)

Começar é um passo importante! Mas tão importante quanto começar é continuar. A disciplina é essencial. Estabelecer metas pode te ajudar no desenvolvimento da escrita. Cuidado para que sejam objetivos concretos e pequenos, para que sejam um estímulo e não uma nova frustração. As metas podem ser tanto em horas dedicadas à escrita quanto em resultado (parágrafos ou seções escritas ou revisadas).

3- Busque um ambiente sem distrações!

As distrações estão em todo lugar: na TV cheia de plataformas de streaming, no celular com as redes sociais e a Internet, na geladeira do home office que te chama a todo momento. Escrever pode ser uma tarefa difícil e seu cérebro vai tentar te convencer a fazer mil coisas antes de começar de fato. Sabendo disso, busque um ambiente sem distrações. Coloque o celular longe, deixe a água ali pertinho e talvez algo para comer, feche as 550 abas do seu browser (ou desligue o wi-fi do computador se não precisar fazer nenhuma pesquisa enquanto escreve). Tudo para se concentrar melhor! Você pode usar um timer para criar blocos de trabalho alternados com curtos intervalos, assim pode ir ao banheiro, ver algumas notificações e logo retornar para a escrita.

4- Baixe suas expectativas… não espere um manuscrito perfeito e completo na primeira sentada!

O medo da crítica e o perfeccionismo podem te levar a simplesmente não começar a escrever e ainda aumentar muito a ansiedade no momento da escrita. Tente baixar as suas expectativas quando começar a escrever. O primeiro rascunho não sairá perfeito e isso é perfeitamente normal! Muuuuitas revisões ainda serão feitas. Lembre-se que muitas vezes o feito é melhor do que o perfeito, e essa frase se aplica perfeitamente ao primeiro rascunho de um manuscrito.

5- Compreenda os seus hábitos de escritor

Cientistas passam uma quantidade enorme de tempo escrevendo. Não temos essa noção no início da carreira, e poucos prestam atenção ao processo da escrita. Você consegue acelerar muito esse aprendizado se prestar uma atenção consciente ao seu próprio processo de escrita. Cada um tem o seu! Como você escreve? Qual o seu processo? Você prefere escrever na primeira hora do dia ou à noite? Prefere escrever em casa ou no laboratório? No silêncio absoluto ou com alguma música de fundo? Prefere fazer muitas anotações antes para depois começar a escrever ou vai escrevendo à medida que lê a bibliografia? Não existe método perfeito. Você deve encontrar o seu, e conhecê-lo pode te ajudar bastante a estabelecer bons hábitos de escrita.

Autora: Mariana Freitas Nery – pesquisadora e professora da UNICAMP. Tem graduação em Biologia pela UFSCar, mestrado em Biologia Animal pela UFRRJ, doutorado em Ecologia e Evolução pela UACh (Universidad Austral de Chile). Em 2016, fez o Academic Writing Teacher Training Course pela University of Bath, na Inglaterra, e atualmente ministra o curso Escrita de Artigos Científicos pela Extecamp UNICAMP.

Foto por Ashley West Edwards no Unsplash

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Como usar recursos da CAPES para publicar seu artigo em inglês https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-usar-recursos-da-capes-para-publicar-seu-artigo-em-ingles/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-usar-recursos-da-capes-para-publicar-seu-artigo-em-ingles/#respond Mon, 27 Sep 2021 20:40:30 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=814 Um dos artigos mais lidos do nosso blog é o que explica como utilizar os recursos da reserva técnica de bolsas e auxílios da FAPESP para pagar pelo serviço de tradução de artigos científicos visando à publicação. Percebi que o texto foi bastante útil para vários pesquisadores do Estado de São Paulo, que têm acesso […]

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Um dos artigos mais lidos do nosso blog é o que explica como utilizar os recursos da reserva técnica de bolsas e auxílios da FAPESP para pagar pelo serviço de tradução de artigos científicos visando à publicação. Percebi que o texto foi bastante útil para vários pesquisadores do Estado de São Paulo, que têm acesso aos recursos da FAPESP, por isso resolvi pesquisar alternativas semelhantes que pudessem ser utilizadas por pesquisadores de outros estados também. Uma opção de alcance nacional, ou seja, que pode ser utilizada por pesquisadores de todo o Brasil, são os recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio de dois programas: o Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP) e o Programa de Excelência Acadêmica (PROEX).

Diferentemente das bolsas e auxílios da FAPESP, os recursos da CAPES não são destinados diretamente ao pesquisador, mas sim distribuídos aos programas de pós-graduação das universidades (no caso do PROEX, com a exigência de manterem conceito 6 ou 7 na avaliação da CAPES). São as instituições de ensino superior que administram a aplicação desses recursos, obedecendo às destinações previstas no regulamento dos dois programas.

A utilização plena e eficiente dessas verbas é importante, pois influencia na definição dos valores destinados aos programas de pós a cada ano:

Art. 4º O valor de referência para o repasse de recursos financeiros relativos aos PPGs [programas de pós-graduação] será fixado anualmente em função da disponibilidade orçamentária da CAPES e dos critérios abaixo:
[…] 
II – critérios subsidiários:
 […]
c) grau de utilização dos recursos do PROAP em exercícios anteriores. (Portaria nº 156, de 28 de novembro de 2014, grifo meu)

Art. 2º A instituição participante do PROAP deverá:
[…]
IX – solicitar à CAPES, caso necessário, remanejamento de recursos entre os PPGs, de forma a otimizar sua execução plena (Portaria nº 156, de 28 de novembro de 2014, grifo meu)

Usar os recursos para publicação de artigos é uma boa maneira de garantir a sua utilização, já que se trata de uma necessidade frequente dos pesquisadores e das instituições. É uma boa alternativa especialmente no contexto atual, em que a pandemia de Covid-19 tem limitado a possibilidade de alguns outros usos, como a organização de eventos ou a participação neles.

O uso para pagar despesas de tradução está previsto exatamente da mesma forma no regulamento do PROAP e do PROEX:

I – Elementos de despesa:
[…]
b) serviços de terceiros (pessoa jurídica);
c) serviços de terceiros (pessoa física);

I – Atividades:
[…]
e) produção, revisão, tradução, editoração, confecção e publicação de conteúdos científico-acadêmicos e de divulgação das atividades desenvolvidas no âmbito dos PPGs (Portaria n.º 034 , de 30 de maio 2006 / Portaria nº 156, de 28 de novembro de 2014, grifo meu)

Assim como destaquei no texto sobre a reserva técnica da FAPESP, também com a CAPES é essencial ter em mente a necessidade de prestação de contas. Lá esbocei inclusive um passo a passo para conseguir uma boa tradução utilizando os recursos da reserva técnica e cumprindo as exigências da FAPESP para prestar contas depois. No caso do PROAP e do PROEX, como a verba é administrada pelo programa de pós, os processos podem variar. Alguns programas lançam editais específicos ou definem normas próprias para a solicitação dos recursos.

Portanto, o primeiro passo para o pesquisador interessado em utilizar essa verba é consultar o programa de pós-graduação do qual faz parte sobre sua disponibilidade e sobre o procedimento para utilizá-la. Em alguns casos, o programa pede que sejam obtidos três orçamentos de empresas diferentes, embora os valores desse tipo de serviço costumem ficar dentro do limite para dispensa de licitação.

Em seguida, pode-se solicitar um orçamento na plataforma Win-Win clicando em “Quero uma tradução” e seguindo as orientações em tela para criar um projeto de tradução. Quando um dos tradutores da plataforma orçar o serviço, o pesquisador encaminha o orçamento para o programa de pós-graduação. Se for necessário, pode entrar em contato com a Win-Win para solicitar o orçamento formalizado em PDF com timbre da empresa e eventuais informações adicionais exigidas por seu programa. Também é possível verificar com a Win-Win a possibilidade de negociação com o tradutor, quando for necessário mais de um orçamento e o obtido na plataforma não tiver sido o de menor valor.

Quando os recursos forem liberados, é só acessar o projeto de tradução, aprovar o orçamento e seguir as orientações da pós para realizar o pagamento. Quando a tradução estiver pronta (ou antes, se necessário), é preciso enviar para a Win-Win os dados que devem constar na nota fiscal para a prestação de contas, também conforme for orientado pelo programa de pós.

Pronto! Aí é só submeter o artigo traduzido à revista que tiver escolhido e enviar a nota fiscal para a pós incluir na prestação de contas.

Tentei explicar de uma forma simples, mas tenha em mente que esses processos não costumam ser rápidos. Então cuidado se houver um prazo para submissão à revista ou para uso dos recursos. O artigo precisa estar pronto com uma boa antecedência para que seja possível fazer todo o trâmite e ter a tradução pronta a tempo.

Cabe ainda fazer a ressalva de que não faço parte da CAPES nem de nenhuma instituição de pesquisa, então as informações prestadas aqui basearam-se exclusivamente no estudo dos regulamentos dos dois programas, que podem ser encontrados nos links fornecidos acima. Qualquer dúvida, o melhor é consultar o próprio programa de pós.

E caso alguma informação aqui esteja incompleta, imprecisa ou pouco clara, agradeço muito por comentários que ajudem a emendar ou melhorar o texto.

Obrigado a quem chegou até aqui e até o próximo post!

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9 dicas de como fazer anotações na pós-graduação https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/9-dicas-de-como-fazer-anotacoes-na-pos-graduacao/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/9-dicas-de-como-fazer-anotacoes-na-pos-graduacao/#respond Fri, 10 Sep 2021 17:36:00 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=745 Nesse post falaremos sobre anotações que são muito comuns durante a pós-graduação, quando lemos diversos materiais como artigos ou livros, as chamadas referências bibliográficas. Quem nunca passou horas procurando a fonte de alguma informação, ou escreveu um projeto ou relatório e depois de um tempo precisou daquela informação novamente e teve dificuldade em encontrar suas […]

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Nesse post falaremos sobre anotações que são muito comuns durante a pós-graduação, quando lemos diversos materiais como artigos ou livros, as chamadas referências bibliográficas. Quem nunca passou horas procurando a fonte de alguma informação, ou escreveu um projeto ou relatório e depois de um tempo precisou daquela informação novamente e teve dificuldade em encontrar suas anotações? Ou, pior, seu orientador pede para você adicionar uma referência em um parágrafo e você não faz ideia de onde tirou aquela informação. As anotações na pós-graduação têm uma importância enorme, tanto para nos ajudar a aprender sobre nossa área de pesquisa como para construir nosso próprio conhecimento, que depois será publicado em forma de dissertações, teses ou artigos.

Reunimos aqui 9 dicas para ajudar a fazer anotações mais úteis e que têm potencial para acompanhar você por mais tempo durante a sua vida acadêmica.

1. Elimine distrações

Quando estiver lendo ou processando algum material, tente minimizar distrações. Coloque o celular em modo avião, feche abas desnecessárias e evite ao máximo trocar de tarefas. Concentre-se na leitura para maximizar a qualidade das anotações.

2. Não se limite a destacar texto

Destacar o texto, seja em papel ou num arquivo digital, pode ser uma etapa da anotação, mas ela nunca pode terminar aí. Um texto destacado não é uma anotação e mais tarde, quando você precisar dessa informação, terá que confiar na memória para encontrá-la, o que quase sempre acaba nos deixando na mão.

3. Organize suas notas por tópicos

Organizar por tópicos pode ajudar a processar as anotações no momento de escrever, por exemplo. Anotações organizadas por datas ou autores costumam ser bem mais complexas. Claro que, se o tema do seu trabalho for contrastar a opinião de diferentes autores, será uma exceção a essa regra.

4. Anote as suas ideias

Sempre, sempre, sempre anote o que passa pela sua cabeça durante a leitura do material fonte (livro, artigo, etc.). Use suas próprias palavras, tente ir além das ideias do autor, faça conexões com outras fontes. Só assim você conseguirá ser original e chegar às suas próprias ideias.

5. Use um sistema robusto

O seu sistema de anotações, seja físico ou virtual, tem que ser robusto, ou seja, tem que funcionar sob condições variadas. Você tem que ter fácil acesso às suas anotações se precisar buscar temas dentro de um corpo de notas. Além disso, seria ideal criar cópias de segurança. Nesse ponto as anotações eletrônicas levam vantagem.

6. Seja preciso na origem do material

É fundamental saber exatamente a fonte de uma informação quando for usá-la. Programas de gerenciamento de referências, como o Zotero, são imprescindíveis para a sobrevivência na pós-graduação. Aqui você encontra um comparativo entre diversos programas. Gaste alguns minutinhos e aprenda a usar um. Certamente valerá a pena.

7. Separe as suas ideias das ideias de outros

Sugeri que anote suas próprias ideias enquanto lê, mas crie um sistema para que suas ideias nunca se misturem com as de outros autores. Você pode mantê-las em arquivos separados, ou em partes separadas dentro do mesmo arquivo. Todo cuidado é pouco nesse ponto.

8. Traga detalhes importantes

Em geral as anotações devem ser curtas, caso contrário acabam perdendo a utilidade. Entretanto, dependendo da finalidade da informação, pode acabar requerendo alguns detalhes. Por exemplo, informações mais técnicas, condições em que o estudo foi realizado, tudo isso pode acabar sendo necessário.

9. Faça anotações sobre a escrita

Lembre-se que terá que escrever sua tese, dissertação ou artigo. Portanto, se encontrar um material bem escrito, tome nota! Olhe de perto a estrutura usada pelo autor, como ele organiza as ideias. Mantenha uma nota separada só para isso. Certamente ela será muito útil.

Lembre-se: o pensamento crítico, habilidade fundamental a desenvolver na pós-graduação, começa com uma leitura crítica. Esse processo deve ser ativo. Fazer anotações de maneira sistemática e consciente leva a um crescente de anotações durante a sua carreira. Portanto, desenvolver um sistema que funcione é vital para a pós-graduação e para a sua vida profissional.

Em um próximo post discutiremos algumas ferramentas que podemos usar para fazer e armazenar anotações. Até lá.

Autor: Marcelo Bispo de Jesus – pesquisador e professor da UNICAMP. Tem graduação em Biologia e mestrado e doutorado em Biologia Molecular e Funcional pela UNICAMP, além de um PhD pela Universidade de Groningen, na Holanda. Em 2016, fez o Academic Writing Teacher Training Course pela University of Bath, na Inglaterra, e atualmente ministra o curso Escrita de Artigos Científicos pela Extecamp UNICAMP.

Imagem: Kelly Sikkema – Unsplash

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COMO USAR A RESERVA TÉCNICA DA FAPESP PARA PUBLICAR SEU ARTIGO EM INGLÊS https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/reserva-tecnica/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/reserva-tecnica/#respond Tue, 01 Dec 2020 21:48:19 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=648 O conteúdo COMO USAR A RESERVA TÉCNICA DA FAPESP PARA PUBLICAR SEU ARTIGO EM INGLÊS aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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COMO USAR A RESERVA TÉCNICA DA FAPESP PARA PUBLICAR SEU ARTIGO EM INGLÊS

ATUALIZAÇÃO: Em maio de 2021, a FAPESP atualizou suas Normas para Uso de Recursos e Prestação de Contas de Auxílios e Bolsas. Embora o uso da reserva técnica não tenha sido alterado, a forma de prestar contas mudou, por isso atualizei o texto para adequá-lo às normas vigentes. 

 

Ser pesquisador no Brasil não é fácil por uma série de questões políticas, econômicas, estruturais. Mas, além de tudo, no momento de divulgar as próprias descobertas, o pesquisador brasileiro tem que se haver com uma dificuldade extra que um pesquisador americano, por exemplo, não teria: a necessidade de publicá-las numa língua que não é a sua.

Apesar de haver muitas revistas científicas brasileiras, é difícil conseguir maior alcance e projeção para o próprio trabalho sem publicar em inglês em periódicos internacionais (ou mesmo nos nacionais). Muitos pesquisadores tentam escrever seus artigos diretamente em inglês, ou traduzi-los por conta própria. Porém, mesmo tendo bons conhecimentos da língua inglesa e familiaridade com o assunto, é muito comum acabarem incorrendo em problemas linguísticos que podem levar a revista a recusar o artigo ou devolvê-lo para correções.

Então, contratar o serviço de um tradutor profissional pode ser mais seguro, e a plataforma Win-Win facilitou muito o trabalho de encontrar profissionais qualificados. Porém, como qualquer pesquisador sabe por si próprio, trabalho qualificado tem seu preço, e muitas vezes esse preço é mais alto do que ele pode investir. A Win-Win tenta fornecer possibilidades para resolver esse impasse, facilitando que coautores e outros interessados na tradução dividam o custo da tradução, num modelo de “vaquinha” virtual, e mais recentemente permitindo o parcelamento de valores mais altos. Mas existe também a possibilidade de conseguir recursos institucionais para pagar por esse serviço, e um bom exemplo é por meio da reserva técnica dos auxílios e bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), de que vou tratar aqui.

 

Uso da reserva técnica para tradução de artigos

A FAPESP é uma das principais instituições de apoio à pesquisa do Brasil, financiando milhares de bolsas e auxílios em diferentes modalidades: mestrado, doutorado, pós-doutorado, estágio no exterior, jovem pesquisador, projetos temáticos, pesquisa em pequenas empresas, entre muitas outras. Em muitas dessas modalidades de apoio, a FAPESP inclui nos recursos concedidos um valor adicional a título de reserva técnica, para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas ao projeto financiado. Entre as possibilidades de uso desse recurso adicional, descritas nas Normas para Utilização dos Recursos da Reserva Técnica Concedidos pela FAPESP, está a tradução de artigos visando à publicação.

No caso de auxílios, essa possibilidade está listada em 5.1.2.2:

As possíveis aplicações da Parcela para Custos de Infraestrutura Direta do Projeto, de responsabilidade do Outorgado, são:

[…]

d) Tradução, versão e revisão de texto, desde que com vistas à publicação. (https://fapesp.br/rt)

Já em relação às bolsas, a tradução de artigos pode ser enquadrada na categoria “serviços de terceiros”:

4.6.3 Serviços de Terceiros:

a) Entende-se que o pagamento deste serviço seja para realização de atividades estritamente relacionadas com o projeto da Bolsa e que por sua natureza não possam ser desenvolvidas pelo outorgado. (https://fapesp.br/rt)

Porém, como essa possibilidade não está explicitamente listada nas Normas na parte referente a bolsas, achei melhor escrever para o Converse com a FAPESP para tirar a dúvida antes de escrever este artigo. A resposta que obtive da Gerência de Auditoria da Fundação confirmou minha interpretação de que a reserva técnica de bolsa também pode ser utilizada para traduções:

A especificação da finalidade de publicação é importante, já que os recursos não podem ser usados para tradução de trabalhos para apresentação em eventos, por exemplo, conforme explicitamente vetado nas normas referentes à reserva técnica de bolsas:

4.9 Itens não financiáveis com a Reserva Técnica:

Os itens abaixo não poderão ser objeto de despesa com os recursos concedidos. A utilização desses recursos para aquisição ou pagamento implicará na restituição à FAPESP dos valores correspondentes.

[…]

4.9.6 Participação em Reunião Científica ou Tecnológica no Brasil ou no exterior:

[…]

i) Revisão de texto, tradução e versão. (https://fapesp.br/rt

Utilização do recurso e prestação de contas

Como se trata de recursos públicos, é importante ter sempre em mente a necessidade de prestação de contas, cuidando de reunir todos os comprovantes e atender as exigências da FAPESP descritas em suas Normas para Uso de Recursos e Prestação de Contas de Auxílios e Bolsas (atualizadas em maio de 2021).

O processo ideal para conseguir uma boa tradução para seu trabalho cumprindo todas as exigências da FAPESP é:

1. Conclua a escrita do artigo com antecedência suficiente para a tradução. Assim como você e os outros autores levaram tempo para escrevê-lo, o tradutor também precisará de tempo para traduzi-lo. Além disso, é necessário tempo para o processo de obter um orçamento para o trabalho, solicitar a liberação dos recursos pela FAPESP, fazer o pagamento. É difícil estabelecer uma antecedência mínima necessária, pois ela depende da dificuldade do artigo, de sua extensão, da disponibilidade dos tradutores, entre outros fatores, mas quanto maior a antecedência, melhor. Procure se planejar com os demais autores para terminarem a escrita algumas semanas antes do prazo para envio à revista.

2. Crie um projeto de tradução na plataforma Win-Win clicando em “Quero uma tradução” e em seguida em “Quero a tradução de um conteúdo privado, salvo em um arquivo”. É preciso fazer login ou criar uma conta, se não tiver (nos dois casos, coisa rápida). Em seguida, basta inserir as informações solicitadas, clicar em “Selecionar arquivo(s)” e, na página seguinte, anexar o artigo a ser traduzido e concluir o envio para orçamento.

Tela de criação de projeto de tradução na plataforma Win-Win. Mostra todos os campos a serem preenchidos e o botão "Selecionar arquivo(s)"

3. Os tradutores cadastrados na plataforma serão notificados e um deles fará um orçamento para a tradução do artigo. Você receberá um aviso por e-mail para acessar o projeto e verificar o orçamento. Se o valor estiver dentro dos recursos disponíveis na sua reserva técnica, já aprove o orçamento para o tradutor saber que você tem interesse no serviço.

4. Solicite a liberação dos recursos conforme as instruções em fapesp.br/financeiro. É bastante simples fazer a solicitação e o dinheiro é liberado em no máximo dois dias úteis.

5. Quando os recursos forem liberados, acesse o projeto de tradução na Win-Win, clique em Pagar e siga os passos para concluir o pagamento. É só a partir do pagamento que o tradutor inicia o trabalho. Como os recursos da FAPESP geralmente são administrados por meio de um cartão enviado ao pesquisador, não deve haver problemas para finalizar o pagamento diretamente na plataforma, mas, se tiver alguma dificuldade, pode entrar em contato com a Win‑Win.

6. Quando a tradução estiver pronta, ficará disponível na sua conta na plataforma e você receberá um aviso por e-mail. Depois de abrir e conferir o arquivo, envie um e-mail para contato@win-win.net.br informando os dados que precisam constar na nota fiscal, como o número do processo FAPESP e os dados do outorgado ou bolsista, em nome de quem deve ser emitida a nota (cf. itens 3a e 3.2a das Normas).

7. Pronto! Pode enviar a tradução para o periódico e guardar a nota fiscal que a Win‑Win enviar para incluir na prestação de contas ao final da vigência do auxílio ou bolsa. Se preferir, também já pode preencher as informações na prestação de contas pelo sistema SAGe da FAPESP, para adiantar (cf. itens 4.1 e 4.2 das Normas).

Além da prestação de contas, a FAPESP pede que o outorgado descreva o uso dos recursos da reserva técnica em cada relatório científico enviado durante a vigência do auxílio ou bolsa, com especial cuidado em relação à contratação de serviços de terceiros, como é o caso da tradução:

4.6.3 Serviços de Terceiros:

[…]

b) Toda despesa efetuada deve ser justificada, dando-se especial atenção aos gastos com serviços de terceiros que, eventualmente, excedam a 20% do valor total da reserva concedida. Nos casos em que tais gastos sejam imprescindíveis, a despesa deverá ser detalhadamente justificada por ocasião da apresentação do Relatório Científico imediatamente posterior. (https://fapesp.br/rt)

Vale a pena!

Apesar do trabalho um pouco maçante da prestação de contas, a disponibilidade da reserva técnica nos projetos financiados pela FAPESP é um excelente recurso para atender as necessidades da pesquisa, e a possibilidade de usá-la para conseguir uma tradução de qualidade pode fazer a diferença entre ter um artigo aceito ou não para publicação. E, uma vez que o artigo seja aceito, também é possível usar recursos da reserva técnica para pagar a taxa de publicação do periódico, caso haja, conforme listado no item 5.1.2.2c das Normas (infelizmente apenas no caso de auxílios; esse uso não é previsto para reserva técnica de bolsas):

[…]

c) Pagamento de taxas de publicação de artigos e aquisição de separatas. (https://fapesp.br/rt)

Portanto, vale a pena estudar o orçamento do seu projeto e se organizar para usar parte da verba dessa forma. Caso não tenha nenhuma bolsa ou auxílio, verifique com os coautores do artigo, se houver, ou com seu orientador, se não têm algum projeto financiado pela FAPESP com recursos da reserva técnica disponíveis para esse uso.

É importante ressaltar que, embora eu tenha estudado cuidadosamente as normas da FAPESP para escrever este artigo com informações o mais corretas e atualizadas possível, é sempre bom consultar diretamente as normas vigentes no site da FAPESP antes de utilizar o recurso e, em caso de dúvidas, entrar em contato com o Converse com a FAPESP.

E você, conhece alguma outra fonte de recursos que pode ser usada para traduzir artigos para publicação? Se conhecer, deixe a dica nos comentários para ajudar seus pares e contribuir para a divulgação da ciência brasileira.

 
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COMO USAR A PLATAFORMA WIN-WIN PARA CONSEGUIR TRADUÇÕES PROFISSIONAIS https://win-win.net.br/blog/win-win/como-usar-a-plataforma-win-win-para-conseguir-traducoes-profissionais/ https://win-win.net.br/blog/win-win/como-usar-a-plataforma-win-win-para-conseguir-traducoes-profissionais/#comments Wed, 15 Jul 2020 16:47:00 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=567 O conteúdo COMO USAR A PLATAFORMA WIN-WIN PARA CONSEGUIR TRADUÇÕES PROFISSIONAIS aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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COMO USAR A PLATAFORMA WIN-WIN PARA CONSEGUIR TRADUÇÕES PROFISSIONAIS

Olá! Neste artigo vou mostrar um passo a passo de como você pode utilizar a plataforma Win-Win para conseguir traduções profissionais por um custo acessível, “rachando a conta”!

Projetos privados VS projetos públicos

Na Win-Win existem dois tipos de projetos de tradução, os públicos e os privados. Os públicos são projetos de tradução de conteúdos disponíveis para todos na internet, como vídeos no YouTube, matérias de sites jornalísticos, artigos acadêmicos já publicados on-line, entre outros. Já os projetos privados envolvem a tradução de materiais que não estão abertos na internet: arquivos como artigos, livros, vídeos e outros ainda não publicados. Esses materiais são mantidos em sigilo durante todo o processo de tradução ou legendagem.

Na imagem abaixo é possível visualizar a página de criação de projeto de tradução, que você acessa clicando no botão “Quero uma tradução” em https://win-win.net.br. Se deseja solicitar a tradução de um material disponível na internet, basta colar o link no campo específico e clicar em “Criar projeto de tradução”. Se seu material for privado e não estiver na internet, clique em “MEU CONTEÚDO NÃO ESTÁ ON-LINE”.

Página quero uma tradução

Os projetos públicos ficam visíveis para todos os usuários da plataforma; assim, interessados no mesmo conteúdo, mesmo pessoas que você não conhece, podem ajudar na arrecadação do valor necessário para a tradução, “rachando a conta”. E quando o projeto atinge a meta de arrecadação, a tradução também fica disponível para todos.

Página de projetos em andamento na Win-Win

Já os projetos privados são acessíveis apenas pelo seu criador e por pessoas específicas, convidadas por ele. Essas pessoas, chamadas de colaboradores, podem ser coautores dos documentos ou apenas convidados para ajudar a pagar pela tradução por outros interesses.

Criando um projeto público

Para começar a criar seu projeto público na Win-Win, você deve clicar em um dos botões “Quero uma tradução” do site:

Página inicial da Win-Win

Depois, cole o link do material e clique no botão “Criar projeto de tradução”:

Colando o link do conteúdo a ser traduzido

Será necessário entrar na sua conta da Win-Win, ou criar uma, caso ainda não tenha:

Após o login, na página de criação de projeto, basta completar os campos restantes e conferir aqueles que foram preenchidos automaticamente:

Página de envio de projeto público

Ao enviar o projeto, você deverá fazer a primeira contribuição para que ele seja publicado na Win-Win:

Página de envio de projeto público

Na criação do projeto, o sistema faz uma estimativa automática do custo da tradução, para ajudar você a decidir o valor da sua contribuição inicial; porém, o tradutor que assumir o projeto tem autonomia para definir o preço final do serviço. O valor mínimo de cada contribuição é R$ 10,00.

O pagamento é feito utilizando o seu cartão de crédito ou saldo na carteira do PayPal. Caso o projeto não atinja a meta de arrecadação, o dinheiro será estornado na mesma forma de pagamento escolhida.

Não é necessário ter uma conta no PayPal para realizar o pagamento:

Página de pagamento do PayPal

Feita a contribuição, seu projeto será publicado na plataforma e logo um tradutor fará um orçamento definitivo que vai ser a meta de arrecadação. Aí é só divulgar e convidar interessados no conteúdo para ajudarem a atingi-la — e pode contar conosco: também divulgamos nas nossas redes sociais e na nossa newsletter.

Criando um projeto privado

Se você precisa traduzir um material próprio, ou que não esteja na internet, deve clicar em “MEU CONTEÚDO NÃO ESTÁ ON-LINE”:

Página quero uma tradução

Depois, preencha as informações solicitadas. Neste momento, você já pode convidar outras pessoas para colaborar no pagamento, inserindo o e-mail delas no campo apropriado:

Página de criação de projetos privados

No passo seguinte, anexe os arquivos a serem traduzidos ou legendados:

Página de envio de arquivos

Após salvar o projeto, você pode gerenciá-lo na sua conta. É possível acrescentar ou excluir documentos, por exemplo (se ainda não tiver enviado o projeto para orçamento), ou adicionar e remover colaboradores.

Página de projetos privados

Após selecionar todos os arquivos definitivos, você envia o projeto para orçamento. Um tradutor fará o orçamento e você será avisado por e-mail para aprová-lo e fazer o pagamento, com a ajuda dos colaboradores, se houver, para que o material seja traduzido. Caso não aprove o orçamento, você pode cancelar o projeto sem dor de cabeça e sem nenhum custo.

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Caso tenha qualquer dúvida, não hesite em falar conosco pelo formulário de contato do site ou pelas nossas redes sociais, e-mail e WhatsApp.  Estaremos prontos para responder!

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VÍRGULAS NO PORTUGUÊS: O SEGREDO https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/virgulas-no-portugues-o-segredo/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/virgulas-no-portugues-o-segredo/#respond Tue, 09 Jun 2020 22:00:00 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=538 O conteúdo VÍRGULAS NO PORTUGUÊS: O SEGREDO aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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VÍRGULAS NO PORTUGUÊS: O SEGREDO

“O segredo que os aplicadores de provas não querem que você saiba.”

“Donos de cursinho estão de cabelo em pé com este segredo que está se espalhando entre os estudantes.”

“Garota da região de <IP_location> descobriu este segredo e nunca mais voltou às aulas de gramática.”

Hahaha Não é nada disso. E o que vou explicar no artigo de hoje não é segredo no sentido de “que ninguém deve saber”, “não pode ser divulgado”, “é sabido por poucos”, pegando emprestadas partes das definições do Aulete on-line. Estaria mais para “parte mais difícil e essencial de uma arte, ciência etc.”, da definição 7 do mesmo dicionário, só que não é difícil, como vou mostrar a seguir.

A vírgula no português não é nenhum símbolo esotérico — e também não é orégano para se salpicar a gosto no texto. Ela é usada seguindo, mais do que regras, uma lógica, e essa lógica tem uma questão central que vou explicar aqui. Tendo-a em mente, fica fácil entender, ou até deduzir, as regras mais específicas.

É preciso um pouco de análise sintática, mas sem toda aquela complicação de nomenclaturas assustadoras, do tipo “oração subordinada substantiva objetiva direta” e similares. Vamos simplesmente analisar a sintaxe, que nada mais é que a organização da estrutura das frases — vou inclusive chamar tudo de frase, sem preocupação com distinções entre frase, oração, período… Os gramáticos hão de me perdoar a imprecisão em troca de uma explicação mais eficaz.

Então, partindo do básico e sem esquentar a cabeça com nomenclaturas, vamos lembrar que a ordem típica de palavras numa frase em português é sujeito-verbo-objeto, que é o velho “sujeito e predicado” lá do ensino fundamental, com o predicado se desdobrando em um verbo e um objeto, ou dois, em alguns casos. O núcleo essencial é o verbo, tanto que podem existir frases sem sujeito (“Choveu.”), com sujeito subentendido (“Cheguei.”) e sem objeto (“O menino nasceu.”, além dos dois exemplos anteriores). Mas muitas vezes o verbo não faz sentido sem um complemento, que então é chamado de objeto:

Roberto comprou flores.

O cachorro trouxe a bolinha.

Adriana ingressou na universidade.

O oficial entregou a intimação ao rapaz.

Veja que, em todas as frases, o verbo destacado não faz sentido sem o complemento que vem depois (ou complementos, no caso da última). Cada uma dessas partes essenciais pode ser mais longa, até mesmo uma oração inteira, mas, achando o verbo ou a locução verbal que expressa a ação principal, é fácil ver quem fez a ação (sujeito) e quem sofreu a ação (objeto):

A mulher que ele amava desde a adolescência | tinha acabado de dizer | as mais belas palavras já ouvidas por ele.

Depois da sequência básica de sujeito-verbo-objeto, podem vir outros complementos não obrigatórios, que se diferenciam dos objetos do verbo justamente por não serem obrigatórios:

Adriana ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul numa tarde chuvosa do mês de março de 2019.

Percebeu o uso das vírgulas nos exemplos usados?

Exatamente! Não há vírgula nenhuma. E aí está o ponto: quando a construção da frase segue a ordem mais natural de sujeito-verbo-objeto, seguida ou não de complementos opcionais, não são necessárias vírgulas, por mais longa que seja (derrubando aquela ideia de que vírgula serve para respirar):

Uma das figuras mais controversas da História do Brasil tirou a própria vida com um tiro no peito naquela madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954 em que escreveu a carta que se tornaria célebre pela frase de fechamento de sua polêmica versão datilografada.

Se fosse necessária uma vírgula para respirar, seria difícil sobreviver à leitura desse exemplo.

As vírgulas se tornam necessárias quando essa ordem é rompida. Esse rompimento pode ocorrer, por exemplo: 

  • Pela inversão dos elementos:

Ao rapaz, o oficial entregou a intimação.

No mês de março de 2019, Adriana ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No mês de março de 2019, Adriana ingressou, numa tarde chuvosa, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

  • Pela inserção de explicações ou outras observações no início ou no meio da frase (quando no meio, são isoladas por vírgulas antes e depois):

Ainda apaixonado, Roberto comprou flores para ela.

Por fim, o cachorro trouxe a bolinha.

Adriana ingressou, depois de muito empenho e estudo, na universidade que desejava.

Adriana, que sempre tinha estudado muito, conseguiu ingressar na universidade.

Getúlio Vargas, uma das figuras mais controversas da História do Brasil, suicidou-se em agosto de 1954.

Ingressou na instituição que queria, ou seja, na Universidade Federal de Santa Catarina.

  • Pelo acréscimo de uma oração dependente (subordinada) da principal:

Assinado o papel, o oficial entregou a intimação ao rapaz.

O oficial, depois de pedir sua assinatura, entregou a intimação ao rapaz.

O oficial entregou a intimação ao rapaz, pedindo em seguida que ele assinasse o papel.

  • Pelo acréscimo de um vocativo para se dirigir ao interlocutor:

Marcelo, viu que Adriana entrou na universidade?

Era a mulher, cara leitora, que ele amava desde a adolescência.

Você foi aprovada, Adriana.

  • Pela omissão de elementos subentendidos:

Entrei na universidade em 2018; Adriana, em 2019.

São muitas as situações em que se usam vírgulas e os exemplos acima certamente não cobrem todas elas, mas a intenção era apenas mostrar uma lógica que permeia boa parte de seus usos. De fato, grande parte das regras para usá-las, ainda que enunciadas de outra forma, podem ser compreendidas pensando nesse aspecto da quebra da ordem mais linear das palavras. E a explicação também é fácil de compreender: quando a ordem mais natural é rompida, a frase ficaria mais difícil de entender se não fossem as vírgulas separando os elementos que estão “fora de lugar” ou “sobrando”. Veja como ficariam confusos ou ambíguos alguns dos últimos exemplos acima sem elas:

Marcelo viu que Adriana entrou na universidade?

Era a mulher cara leitora que ele amava desde a adolescência.

Não é nenhum macete espetacular nem a fórmula mágica da pontuação, mas espero que perceber essa lógica (e desmistificar um pouco a análise sintática) ajudem você a usar com mais segurança e correção a vírgula nos seus textos.

Consegue pensar em regras que aprendeu de outra forma e fazem sentido por essa perspectiva? Tem algum exemplo que não se encaixa nela? Coloque aqui nos comentários para discutirmos ou até reunirmos assunto para um novo artigo sobre pontuação.

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COMO ORGANIZAR UMA AGENDA DE ESTUDOS https://win-win.net.br/blog/produtividade/como-organizar-uma-agenda-de-estudos/ https://win-win.net.br/blog/produtividade/como-organizar-uma-agenda-de-estudos/#respond Mon, 18 May 2020 22:10:10 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=506 O conteúdo COMO ORGANIZAR UMA AGENDA DE ESTUDOS aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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COMO ORGANIZAR UMA AGENDA DE ESTUDOS

No meu último artigo aqui no Blog da Win-Win, dei dicas de como manter a rotina de estudos durante a quarentena. Agora, quero mostrar na prática como montar sua agenda, utilizando blocos de tempo para as atividades e mantendo a rotina leve. Para isso, vou utilizar o Google Agenda, mas você pode usar a aplicação ou caderno de sua preferência, basta adaptar as dicas.

1 – Coloque sua rotina no papel

Antes de começar a pensar no tempo em que vai estudar, ou no tempo que terá livre, é preciso elencar todos os seus compromissos fixos já existentes, como: sono, trabalho, exercícios físicos, aulas ao vivo, etc. O ponto importante aqui é identificar tudo que já tem que fazer e quanto tempo isso ocupa dos seus dias.

2 – Calcule seu tempo disponível

Depois de anotar todo seu tempo já ocupado, você precisa descobrir o que ainda está livre na sua rotina. Para isso, basta subtrair o tempo ocupado das 168 horas totais que todos temos na semana. O que sobrou será o seu tempo disponível para estudar, realizar atividades essenciais como comer e tomar banho (não se esqueça de fazer isso na quarentena 😉) e, claro, se divertir.

3 – Google Agenda: montando a sua rotina na prática

A ferramenta Google Agenda é bem intuitiva e fácil de usar. Para exemplificar aqui, vou demonstrar na prática como eu me organizo.

Antes de tudo, é necessário criar as suas agendas. Gosto de separar as atividades em agendas específicas, desta forma:

Assim, consigo exibir meus compromissos de maneira mais segmentada, mostrando ou escondendo categorias específicas.

Veja como criar as agendas é simples. Primeiro, acesse a página de configurações do Google Agenda, que pode ser acessada no ícone de engrenagem  no topo da página principal:

Depois, no menu lateral, busque por “Adicionar agenda”:

Então, basta criar suas agendas, ficando à vontade para categorizar as tarefas da forma que melhor lhe servir. As agendas que criar ficarão listadas na lateral da página inicial.

O passo seguinte é criar suas tarefas fixas, que realiza rotineiramente. No momento de criar as tarefas, você pode selecionar a agenda :

Gosto de inserir o meu tempo livre numa agenda específica, para me ajudar a ter uma melhor visualização dos períodos de descanso.

Veja como ficou minha agenda completa:

Bom, adicionei minhas 8 horas de sono, as aulas ao vivo no período de quarentena, períodos do estágio, tempo para a empresa júnior e outros. O importante aqui é conseguir notar o tempo livre, que será usado para adicionar os períodos de estudo além das aulas. Nesse exemplo, tenho 37 horas livres. Vou inserir horas de estudo, leitura, além do real tempo livre, para ver séries, filmes, jogar meus games e qualquer outra coisa.

Criei uma agenda específica para estudos, como você pode ver no menu lateral. E você pode ter percebido que a aula da matéria 3 está nessa agenda (em cinza na terça-feira). Faço isso porque esse professor envia para a turma uma gravação da aula e não exige presença ao vivo.

Agora, fora isso, o que gosto de fazer é adicionar ao menos 2 horas extras de estudo para cada matéria. Então, preciso de 14 horas extras de estudo. É interessante ver por quanto tempo você prefere estudar uma mesma matéria. Eu me dou bem com períodos de 2 horas.

Em seguida, basta distribuir seus blocos pelo tempo livre. Fiz desta maneira:

Gosto de estudar as matérias o quanto antes após as aulas, pois me ajuda com a fixação do conteúdo. Então minha agenda fica assim, com os blocos de estudo em sequência, de 1 a 7. Ainda me sobra todo o domingo para jogar muito, dois pós-almoços para colocar os livros de cabeceira em dia, um período generoso do sábado e algumas horinhas de descanso durante a semana.

Quando for montar sua rotina, faça testes e adapte-a conforme os dias passam. Perceba que, com tarefas separadas em blocos, é fácil realocá-las e ajustar o que for necessário. Em períodos de provas e trabalhos, distribua a carga de estudo adicional nas horas livres.

Lembre-se: faça intervalos para tomar um lanche e respirar um pouco. Assim com certeza você renderá mais em todas as atividades.

4 – Aplicativo

A última dica é baixar o aplicativo do Google Agenda no seu smartphone. Ele está disponível tanto para IOS quanto para Android, com todas as funções do site — e os dados são síncronos entre todas as plataformas.

Você pode configurar lembretes em “Notificações” para não perder seus compromissos, como na imagem abaixo, em que solicitei uma notificação 10 minutos antes da tarefa de estudar a matéria 7:

Espero que este artigo ajude você a estudar com mais tranquilidade e rotina. Se tiver qualquer dúvida, comente! Responderei o quanto antes!

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COMO CITAR TEXTOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-citar-textos-em-lingua-estrangeira/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-citar-textos-em-lingua-estrangeira/#respond Fri, 17 Apr 2020 20:48:23 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=473 O conteúdo COMO CITAR TEXTOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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COMO CITAR TEXTOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

Uma dúvida frequente de quem está escrevendo um texto acadêmico é como fazer citações. Num trabalho baseado em pesquisa, é natural e recomendável citar textos de referência e trabalhos de outros pesquisadores para embasar suas descobertas e afirmações. E é imprescindível citar corretamente, indicando as fontes para não incorrer em plágio.

As normas gerais de apresentação das citações são estabelecidas na norma NBR 10520:2001 – Apresentação de citações em documentos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e é fácil não errar nelas usando o modelo ABNT que disponibilizamos para download. Porém, uma questão que a ABNT não aborda em detalhes é como citar um trecho de um texto em língua estrangeira. Como fazer quando o texto citado não está em português? A NBR 10520 diz apenas que, quando a citação contiver texto traduzido por você, deverá incluir, entre parênteses, a expressão “tradução nossa”.

Assim, um exemplo seria: 

“Não se pode fazer um trabalho acadêmico sobre um autor ou um assunto lendo apenas as obras escritas nas línguas que conhecemos.” (ECO, 2001, p. 34, tradução nossa). 

E, na lista de referências, constariam as informações sobre o texto original em italiano:

ECO, Umberto. Come si fa una tesi di laurea: Le materie umanistiche. 12. ed. Milano: Bompiani, 2001.

Veja que a norma da ABNT não diz que é obrigatório traduzir, porém é uma boa prática e um sinal de boa vontade e respeito com seus leitores fazer isso, em vez de exigir que todos eles entendam o idioma estrangeiro. Além disso, é importante apresentar também o texto original, podendo ficar a tradução no texto e o original em nota de rodapé, como sugerido neste material da ESPM, ou o contrário, como sugerido neste material da UFSC — mas é importante escolher um padrão e segui-lo ao longo do trabalho todo. Pessoalmente, gosto mais da tradução no texto e o original no rodapé, para a leitura ficar mais fluida e o leitor que não conhece a língua estrangeira não precisar interromper a leitura e procurar a tradução na nota.

Em relação à apresentação da citação em língua estrangeira, é basicamente isso. Resta um problema, porém: o “tradução nossa” nesse caso indica que foi você esse “nós” que fez a tradução. Ou seja, como só conseguiu o texto de referência no idioma original, quase sempre porque ele ainda não foi traduzido no Brasil, coube a você o trabalho de traduzir o trecho citado. E, por mais que entenda do assunto e compreenda o texto original, traduzir é uma tarefa complicada, pois exige, além de um conhecimento profundo do idioma original, também uma excelente capacidade de expressão no português. Considerando que a linguagem dos textos de referência em nível universitário não costuma ser trivial, o risco é grande, e o trecho original estará na nota de rodapé para o leitor confrontar com sua tradução e julgá-la — havendo inclusive aquele leitor para o qual achar um erro nela será o principal prazer ao ler seu texto.

A solução para eliminar esse risco é obter uma tradução profissional para os textos de referência que embasam seu trabalho, o que pode ser conseguido sem gastar muito por meio da Plataforma Win-Win. É provável que outras pessoas no seu curso, na sua universidade ou em outras instituições pelo Brasil também precisem da tradução do mesmo texto que você. Criando um projeto de tradução na Win-Win, você pode se juntar a elas para dividirem o custo e tê-lo traduzido por um tradutor profissional, pagando uma fração do valor desse serviço cada uma. Assim, além de compreender melhor o texto, você poderá citar com tranquilidade e dispensar o “tradução nossa”, bastando incluir o texto traduzido na lista de referências.

Por exemplo, se fosse citar um trecho deste texto que foi traduzido por meio da Win-Win, bastaria colocar, após a citação, “(RUSSELL, 2019, p. ##)” (sem as aspas e com o número correto da página) e, na lista de referências:

RUSSEL, Debra. Interpretação jurídica/em tribunal. Tradução: Beatriz Medina. Disponível em: https://win-win.net.br/site/projetos/concluidos. Acesso em: 1 abr. 2020. Título original: Court/Legal interpreting.

No lugar de “1 abr. 2020” iria, nesse mesmo formato, a última data em que você acessou a tradução.

Se quisesse, opcionalmente, para dar mais informações ao seu leitor (ou mostrar ao orientador que pesquisou bastante 😉), poderia citar o trecho correspondente do original em nota de rodapé, colocando entre parênteses e na lista de referências as informações bibliográficas dele também.

Espero que com os exemplos disponíveis no nosso modelo ABNT, as dicas técnicas acima sobre como fazer as citações e essa dica prática de como ter uma boa tradução dos materiais de referência, seu trabalho fique redondinho e mostre como você se apoiou nos “ombros de gigantes” para ver mais longe.

Uma última dica: planeje-se para criar projetos de tradução o quanto antes para os textos mais importantes para o seu trabalho, para dar tempo de já estarem traduzidos quando precisar citá-los.

Até a próxima!

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COMO USAR NOSSO MODELO PARA SE ADEQUAR ÀS NORMAS DA ABNT https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-usar-nosso-modelo-para-se-adequar-as-normas-da-abnt/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/como-usar-nosso-modelo-para-se-adequar-as-normas-da-abnt/#respond Tue, 07 Apr 2020 22:46:56 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=447 O conteúdo COMO USAR NOSSO MODELO PARA SE ADEQUAR ÀS NORMAS DA ABNT aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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COMO USAR NOSSO MODELO PARA SE ADEQUAR ÀS NORMAS DA ABNT

Dias atrás publiquei um artigo sobre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e disponibilizei um documento do Word com um modelo que pode facilitar muuuuito a escrita de um trabalho acadêmico. Quem já baixou deve ter percebido que ele é bastante autoexplicativo, mas vou escrever aqui sobre como usá-lo para quem não baixou ainda ver se pode ser útil.

O modelo tem a estrutura de uma dissertação ou tese, mas pode ser adaptado para fazer TCCs, trabalhos de disciplina ou artigos também. É só pegar as partes que servem para cada situação — no caso de artigo, é importante observar também se não há normas editoriais específicas do periódico para o qual vai enviá-lo.

O primeiro passo depois de baixar o arquivo é fazer uma cópia dele, de modo que possa reutilizar o modelo outras vezes no futuro. Depois é só ir digitando cada parte em seu lugar, por cima dos textos de preenchimento.

Vários dos elementos pré-textuais e pós-textuais são opcionais (dedicatória, agradecimentos, epígrafe, listas, apêndices, anexos), mas é importante ter cuidado ao apagá-los, pois há quebras de seção entre eles que ajudam a manter a formatação bonitinha. Use o botão ¶ ou Ctrl+Shift+8 no Word para visualizar essas quebras e procure não apagá-las (ou apagar as quebras certas) de modo a manter a formatação.

No sumário e nas listas, não precisa mexer enquanto seu trabalho não estiver completo. Quando estiver, é só clicar em cada um com o botão direito e selecionar “Atualizar Campo”.

O grande segredo do modelo (inclusive para o funcionamento automático do sumário) são os estilos do Word. Como já mencionei, se não sabe usar estilos, procure aprender, pois vão lhe poupar muito tempo e trabalho. No documento, há uma série deles com “ABNT” no nome. Eles contêm a formatação de acordo com ABNT para cada elemento do texto. Por exemplo, os parágrafos estão no estilo “ABNT_Corpo de texto”, os subtítulos em “ABNT_Título 1”, “ABNT_Título 2”, etc., e as citações com mais de três linhas em “ABNT_Citação”.

Por falar em citações, sempre que citar, já corra lá na seção Referências e registre a referência completa da obra citada. Acredite: deixar para fazer isso com todas no final não é uma boa ideia. Para ajudar, há modelos lá para os principais tipos de referência.

O documento também tem atalhos configurados para os principais estilos. Para aplicá-los em novos parágrafos que escrever, é só usar o atalho correspondente:

 

Você também pode notar algumas minúcias, como um estilo diferente de corpo de texto na linha em branco após cada título, que evita aquela coisa chata de um título ficar sozinho no final de uma página enquanto o texto cai para a página seguinte. Neste documento isso não acontece — desde que os estilos sejam preservados.

Também há exemplos de inserção de figura, quadro e tabela. Siga-os para inserir os seus, mas cuide de colocar a legenda com o título do elemento corretamente, clicando nele com o botão direito e selecionando “Inserir legenda…”. Com isso, o Word vai numerá-los em sequência e você poderá atualizar as listas e o sumário do início automaticamente, como explicado mais acima. Caso precise alterar a ordem deles, lembre-se de clicar com o botão direito no número do elemento na legenda e selecionar “Atualizar Campo”.

É isso! O resto é com você. Espero que este modelo o ajude a sentir o prazer que dá fazer um trabalho bem feito. Se gostar, compartilhe este post e deixe um comentário sobre o que achou mais útil. Se não gostar, deixe suas sugestões de como ele poderia ficar melhor. 😉 

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DICAS PARA ENCONTRAR FONTES CONFIÁVEIS PESQUISANDO NO GOOGLE https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/dicas-para-encontrar-fontes-confiaveis-pesquisando-no-google/ https://win-win.net.br/blog/escrita-academica/dicas-para-encontrar-fontes-confiaveis-pesquisando-no-google/#respond Tue, 31 Mar 2020 16:04:00 +0000 https://win-win.net.br/blog/?p=396 O conteúdo DICAS PARA ENCONTRAR FONTES CONFIÁVEIS PESQUISANDO NO GOOGLE aparece primeiro em Win-Win Traduções.

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DICAS PARA ENCONTRAR FONTES CONFIÁVEIS PESQUISANDO NO GOOGLE

Entrar na universidade é também entrar no mundo da ciência, da pesquisa séria. Enquanto até o ensino médio temos contato principalmente com o conhecimento assentado, consensual, consolidado há décadas, séculos ou até milênios, no ensino superior nos aproximamos de algumas fronteiras do conhecimento. Em muitos momentos na graduação e na pós, nossa tarefa é justamente estudar até onde vai o conhecimento humano sobre determinado assunto específico e encontrar uma maneira de investigar um ponto desconhecido para empurrar essas fronteiras um pouco adiante.

É para isso que servem os trabalhos de conclusão de curso, monografias, artigos, dissertações e teses que você escreve ao longo do curso universitário (além de ajudá-lo a se formar, tanto no sentido pessoal quanto no oficial). E pesquisar, portanto, é um dos verbos essenciais da vida acadêmica.

Nos anos 1970, Umberto Eco publicou um livro chamado Come si fa uma tesi di laurea, que foi lançado no Brasil com o título Como se faz uma tese, embora o sentido do título original esteja mais para “Como se faz um trabalho de conclusão de curso”. Nele, o famoso escritor, filósofo, semiólogo e linguista italiano dá orientações detalhadas para trilhar todo o percurso de produção de um trabalho acadêmico, desde a escolha do tema até a redação definitiva. É uma obra que ainda hoje vale a pena ler, mas algumas orientações ficaram bem datadas e ilustram, saborosamente, como o acesso ao conhecimento mudou no último meio século.

No capítulo sobre a pesquisa do material, por exemplo, Eco faz uma subseção chamada “Como usar a biblioteca”, incluindo a dica de “superar a timidez” e pedir ajuda ao bibliotecário, pois “(afora os casos de diretores muito ocupados e neuróticos) um diretor de biblioteca, principalmente se for pequena, se delicia em demonstrar duas coisas: a excelência de sua memória e de sua erudição e a riqueza da biblioteca que dirige” (ECO, 1977, p. 44). É claro que ainda hoje se usam bibliotecas e pode-se consultar o bibliotecário, mas é muito provável que você fará grande parte das suas pesquisas por meio da Internet (com maiúscula, aderindo ao argumento do Roney Belhassof no seu último artigo).

Sem dúvida, a Internet aumentou exponencialmente nossa capacidade de encontrar informações, mas há décadas Tio Ben nos ensina que grandes poderes trazem grandes responsabilidades, não é? No caso da Internet, diante de uma abundância tão pujante de informações, uma das principais responsabilidades do pesquisador é conseguir encontrar informação relevante e confiável. Se tratarmos o Google como um oráculo, ele é capaz de confirmar praticamente qualquer informação.

Mas o próprio Google tem recursos que permitem fazer pesquisas mais refinadas, de modo a encontrar fontes seguras e, consequentemente, informações mais confiáveis. Abaixo comento algumas dicas para aproveitar esses recursos.

Pesquisar no Google Livros

Na média, é esperado que no Google Livros se encontrem informações mais confiáveis que na pesquisa geral do Google. Ainda que meu pai já dissesse que “O papel tudo aceita”, certamente uma página da Internet aceita mais ainda. Pesquisando em livros, você encontrará informações que pelo menos passaram por algum filtro (revisor, editor, etc.) além da cabeça de quem escreveu.

No caso de livros antigos, em domínio público, é possível muitas vezes acessar obras completas que você não encontraria na biblioteca da sua universidade ou da sua cidade. E, mesmo que encontrasse, teria que folhear até encontrar a informação de que precisa, em vez de simplesmente clicar num link.

Em outros casos apenas uma parte do livro está disponível, mas pode ser que a informação de que você precisa esteja bem nessa parte. Mesmo que não estiver, ou que o livro todo esteja indisponível, o Google Livros pode ser um ponto de partida muito útil para a compra de livros ou a ida à biblioteca que o Umberto Eco orientava. É muito melhor comprar um livro ou ir procurá-lo na biblioteca se você já pesquisou e sabe que dentro dele está o que você procura.

Por falar nisso, além da caixa de busca do Google Livros, utilize a caixa de busca interna dos livros encontrados para pesquisar seu conteúdo.

Pesquisar no Google Acadêmico

Além de livros, é possível pesquisar apenas em artigos, trabalhos acadêmicos, jornais de universidades utilizando o Google Acadêmico. Um pouco mais escondido que o Google Livros, para acessá-lo é preciso ir até scholar.google.com (ou, é claro, pesquisar por Google Acadêmico… no Google).

No painel à esquerda dos resultados, há algumas opções interessantes, especialmente o filtro por período, que permite, por exemplo, se concentrar em artigos mais recentes, ou, pelo contrário, estudar fontes de um período específico do passado.

Usar recursos de pesquisa avançada

Simplesmente digitar palavras na caixa de busca do Google geralmente traz milhares ou milhões de resultados, mas muitas você não encontra o que precisa em meio à enxurrada de resultados ou encontra muitos sites em que não dá para confiar. Com algumas estratégias de refinamento das buscas, porém, é possível reduzir a quantidade e aumentar a qualidade e relevância dos resultados.

  • Pesquise por expressões exatas: digite as palavras entre aspas para que o Google mostre apenas sites contendo a expressão completa pesquisada e não sites contendo suas palavras isoladamente.
  • Direcione a busca para sites específicos, de fontes oficiais ou fidedignas, por exemplo:
  • Use a ferramenta de datação para buscar em fontes recentes ou de um período específico.

Pesquisa em outros idiomas

Muitas vezes as informações que você busca estão disponíveis na Internet em outros idiomas além do português. Mesmo estudos realizados por pesquisadores brasileiros ou de outros países não anglófonos com frequência são publicados em artigos em inglês, que acabou se tornando a língua franca da ciência na atualidade.

Por isso, é importante traduzir os termos da sua busca e pesquisá-los também em inglês ou no idioma de países em que a sua área é mais avançada.

Depois, se não dominar o idioma dos resultados encontrados, pode usar primeiro uma ferramenta de tradução automática, como o próprio Google Tradutor, para fazer uma primeira triagem e selecionar as fontes mais relevantes, e depois criar projetos de tradução na plataforma Win-Win, para conseguir uma tradução profissional para as referências que forem mais importantes para seus estudos.

Espero que essas dicas ajudem a melhorar suas pesquisas e dar um upgrade em seus estudos. Deixe um comentário contando qual vai ser mais útil no seu curso ou área de pesquisa e compartilhe o artigo com seus colegas para ajudar nas pesquisas deles também.

Bônus: Recentemente compartilhamos em nossa página no Facebook um artigo sobre outros sites úteis para pesquisa acadêmica além do Google. Confira lá.

Obra citada: ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15. ed. São Paulo: Perspectiva, 1977.

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